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quarta-feira, 26 de setembro de 2007

parafuso ou espelho no chão furo
Chapas de alumínio sujo nem é cinza
o buraco ou brilha ou breu
Dias passam velozes lá embaixo
sem pálpebras pára notar tons de cinza
se mesclando em chicletes repisados,
pó, coisa ainda menor, sapato de trampo,
em tudo virando cinza que seja morte
Informe, sem nunca chegar lá.

sábado, 15 de setembro de 2007

A visão fura a maquiagem de olho aberto
sem rasgar as pálpebras fechadas de leve
Há cães e dedos naquela pequena enxergância
Densa como o mundo quando vê.
Um inocência a pôr óculos em pedras:
Seres maiores e estranhos.

Meduza

Meduza
, Dimitrije Popović.