domingo, 6 de julho de 2008



Uma nota de cinqüenta ao sol condensado entre os sobrados
em cima da minha mesa com a luz tentando mudar suas cores
de madeira unida comprensado de marrom com o alaranjado
da nota e o branco ofuscante indeciso de onde incidir além
do globo solar e ocular de quem vê uma nota sobre uma mesa
falsa por ser antes um tampão de móvel abaixo do monitor
mais caro e preso por fios tamborilo a tábua coberta de papel
com no máximo dois dedos que caibam na coincidência
do começo de uma tarde de sábado ensolarada e vagabunda.

No quintal lá fora e abaixo da minha janela, uma folha caiu de uma planta verde sem achar terra ou vassoura por muito tempo. Os azulejos têm cor de telha e esta folha vive um camaleão definitório: quase invisível sobre um azulejo, sua forma ainda a une à planta um pouco acima.

4 comentários:

Marcelo Pierotti disse...

Comprensado me expulsou do poema com um chute. Estranho demais pra mim.

Marcelo Pierotti disse...

Pare de comentar seus próprios textos e posta algo de novo, menino!

vina apsara disse...

como é repressor, esse peiote, viu?

apóio a pala flaubert.

Marcelo Pierotti disse...

Sou um ser ranzinza, tirano e ególatra. Esse é meu charme.

E, rapaz... Estamos passando por tempos secos ou é impressão minha? Já voltou a chover, mas ainda não escrevi nada.

Pe ainda estou com a boca estourada.

Ê vida.

Meduza

Meduza
, Dimitrije Popović.