Mostrando postagens com marcador prosa poética. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador prosa poética. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de abril de 2008

A realidade tão estranha que de cinco dados só consigo supor os seis lados do sexto; as faces pra cima, todas inimagináveis.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007


RODRIGO, Joaquim

e o Apocalipse só chegará quando o dono deste gigantesco casco negro realmente descansar, pois sua vigília e seu falso repouso nos são igual peso, isto explica tanta coisa: o dia e a noite maior, o minguante que será o último sol e o alento, ah!, o alento que será o ver tombar, finalmente cúmplice de nossa dor, para depois da dor padecer e morrer; mas antes, nos matar sob o alento de sentir uma dor ainda maior do que a nossa, quando ele também tombar sob a força do senhor punidor nos dando razão, nos dando razão!, será o único alento que todos teremos, os que já vivem o casco e os que sonham ser seus pêlos nuvens de chuva diluvial, mas tudo cessará ao mesmo tempo!, dor e ilusão, quando ele também tombar.

16/12/07 - LRP

domingo, 23 de setembro de 2007

OS NOMES, Eugénio de Andrade (em Memória doutro Rio)

Tua mãe dava-te nomes pequenos, como se a maré os trouxesse com os caramujos. Ela queria chamar-te afleunte-de-junho, púrpura-onde-a-noite-se-lava, branca-vertente-do-trigo, tudo isto apenas numa sílaba. Só ela sabia como se arranjava para o conseguir, meu-baiozinho-de-prata-para-pôr-ao-peito. Assim te queria. Eu, às vezes.

Meduza

Meduza
, Dimitrije Popović.