Uma nota de cinqüenta ao sol condensado entre os sobrados
em cima da minha mesa com a luz tentando mudar suas cores
de madeira unida comprensado de marrom com o alaranjado
da nota e o branco ofuscante indeciso de onde incidir além
do globo solar e ocular de quem vê uma nota sobre uma mesa
falsa por ser antes um tampão de móvel abaixo do monitor
mais caro e preso por fios tamborilo a tábua coberta de papel
com no máximo dois dedos que caibam na coincidência
do começo de uma tarde de sábado ensolarada e vagabunda.
No quintal lá fora e abaixo da minha janela, uma folha caiu de uma planta verde sem achar terra ou vassoura por muito tempo. Os azulejos têm cor de telha e esta folha vive um camaleão definitório: quase invisível sobre um azulejo, sua forma ainda a une à planta um pouco acima.
domingo, 6 de julho de 2008
domingo, 22 de junho de 2008
GRUBER, Mario. Abstrato (década de 80)
É descontínuo o amor do galo pelo sol,
mas as cores com as quais o pinto
não o deixam esquecer o ovo
e o comovem no fim da tarde
vermelho, preto, crista...
Recordações de um amarelo plúmeo
e uma noite toda para entender a morte.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
OSTROWER, Fayga. 8010 (Ano: 1980).
foto que tirei janeiro agora, 2008,
sem lembrar dos quadros.
OSTROWER, Fayga. Terra,
dia e mês desconhecidos 1993.
gosto estético é algo que me assusta. Assustadoramente estruturado, repetitivo e ceifador, que transpassa qqr nível que inventem pro cérebro...
medo...
ps.: JURO que paro um pouco de postar fotos, com fotos, sobre fotos etc!
domingo, 13 de janeiro de 2008
sábado, 12 de janeiro de 2008
Bruce LaBruce
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Gosto de fazer braços eloqüentes:
Não o exagero ocêanico pianista
que mesmo as bailarinas têm, tufões
Quero-os capazes de fazer
fist-fucking sem dar nas unhas
da mão desde o ombro sem qualquer punho sádico
Braços com dedos que os contem eloqüentemente
Braços, braços quero ter como gêmeos
como os teve minha avó; eloqüente, eloqüente
Gosto de fazer braços inteiros:
Braços, braços, que não há cotovelo que baste
ante a minha solidão eloqüente, eloqüente.
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

RODRIGO, Joaquim
e o Apocalipse só chegará quando o dono deste gigantesco casco negro realmente descansar, pois sua vigília e seu falso repouso nos são igual peso, isto explica tanta coisa: o dia e a noite maior, o minguante que será o último sol e o alento, ah!, o alento que será o ver tombar, finalmente cúmplice de nossa dor, para depois da dor padecer e morrer; mas antes, nos matar sob o alento de sentir uma dor ainda maior do que a nossa, quando ele também tombar sob a força do senhor punidor nos dando razão, nos dando razão!, será o único alento que todos teremos, os que já vivem o casco e os que sonham ser seus pêlos nuvens de chuva diluvial, mas tudo cessará ao mesmo tempo!, dor e ilusão, quando ele também tombar.
16/12/07 - LRP
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

PETICOV, Antonio - The Rescue (1986)
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me vestir de azul-escuro
para refletir escuro
no espelho de ouro, azul.
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sexta-feira, 23 de novembro de 2007
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Robert Sherer

A série Blood Works do artista dos EUA Robert Sherer é feita com sangue de pessoas tanto soropositivas quanto negativas. A técninca se relaciona, em alguns quadros, diretamente a questões como AIDS, mas algumas são mais abstratas; como esse, que me ficou na cabeça.
legazinho. Não é um Caleb Wientraub, mas quem sou eu pra julgar pintura.
mais em http://www.robertsherer.com/
até e bênção.
Meduza
, Dimitrije Popović.


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