domingo, 28 de outubro de 2007

languidez de pavio curto
fálica como um jato de leite
ela desmente e convence o óbvio
a ser algo incrível de dois extremos.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

O esforço após a completa exaustão se chama verdade.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Um gigantesco girassol de miolo branco
guarnecido de margaridas certeiras

Uma vontade de algo certo e bom
reveladora do simplório das verdades

Que cada folha seja trevo aprendiz de contar
O tempo de terras todas prometidas...

domingo, 21 de outubro de 2007

O estralo é o quarto estado da água.

sábado, 20 de outubro de 2007

Áh, a manhã não vem inteira...
as nuvens são tão bregas
e a luz se odeia tanto:
cores e quarto
assim uns lábios podem ser o começo de quase qualquer fim
assim o vermelho é um dos começos possíveis do escuro.



20/10/07 - LRP

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Canalha é o confuso que só é sincero consigo mesmo...

sábado, 6 de outubro de 2007

Bouganvillea spectabilis


Inverno acabando em primaveras roxas
a luz só é branca em flores brancas
negros me sussurando caçambulas
hortências e leminskis prevendo outros mundos
em que roseiras gigantescas são só um dos princípios possíveis.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Robert Sherer


A série Blood Works do artista dos EUA Robert Sherer é feita com sangue de pessoas tanto soropositivas quanto negativas. A técninca se relaciona, em alguns quadros, diretamente a questões como AIDS, mas algumas são mais abstratas; como esse, que me ficou na cabeça.


legazinho. Não é um Caleb Wientraub, mas quem sou eu pra julgar pintura.

mais em http://www.robertsherer.com/


até e bênção.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

voltou a valer os comentários? espero que sim...

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

parafuso ou espelho no chão furo
Chapas de alumínio sujo nem é cinza
o buraco ou brilha ou breu
Dias passam velozes lá embaixo
sem pálpebras pára notar tons de cinza
se mesclando em chicletes repisados,
pó, coisa ainda menor, sapato de trampo,
em tudo virando cinza que seja morte
Informe, sem nunca chegar lá.

domingo, 23 de setembro de 2007

OS NOMES, Eugénio de Andrade (em Memória doutro Rio)

Tua mãe dava-te nomes pequenos, como se a maré os trouxesse com os caramujos. Ela queria chamar-te afleunte-de-junho, púrpura-onde-a-noite-se-lava, branca-vertente-do-trigo, tudo isto apenas numa sílaba. Só ela sabia como se arranjava para o conseguir, meu-baiozinho-de-prata-para-pôr-ao-peito. Assim te queria. Eu, às vezes.

sábado, 15 de setembro de 2007

A visão fura a maquiagem de olho aberto
sem rasgar as pálpebras fechadas de leve
Há cães e dedos naquela pequena enxergância
Densa como o mundo quando vê.
Um inocência a pôr óculos em pedras:
Seres maiores e estranhos.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Olá?

Ainda não sei o que farei com este blogue. Estou com vontade de usa-lo pra exatamente o que faço no Beco Bica, mas essa idéia me soa idiota... Veremos...

http://www.becobica.blogspot.com

Meduza

Meduza
, Dimitrije Popović.