E definições de pedra manando
de opalas pomes.
terça-feira, 10 de junho de 2008
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Eu luto pela instalação de neóns aleatórios nos caminhos do metrô
e não tento mais entender as casas pintadas de preto da minha infância,
só queria ver mais uma.
domingo, 1 de junho de 2008
A Incrível Arte de Ler Errado
Fica este post preu armazenar semipublicamentente esta vasta obra que se esconde em leituras com sono, em leitores hiperativos, em bad listening e outras maravilhas do tipo.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
A Montanha Intransponível
O vagão que no escuro o vidro alinha a este
é mais sólido perto da janela e longe de mim
Meu dedo desmente a planície una dos beirais
com uma carícia a tirar pó do invisível:
Aquela mulher sabe que a espio pelo reflexo.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Tudo é uma mesa de centro com tampo de vidro.
Tropeçamos em seus pés, piscamos suas quinas.
sábado, 24 de maio de 2008
quinta-feira, 22 de maio de 2008
acrescentar cheiro de groselha àquela ponte,
musicar teu olhar quando cheguei ontem,
mas não agora com uma garrafa
ou numa canção, mas ali
na outra existência que é a experiência.
O mundo é consútil
e as impressões, mundas.
domingo, 18 de maio de 2008
inocência
foi tão singelo,
mal consigo explicar,
como estou sendo bobo,
desculpa, bobeira minha,
mas é que foi tão singelo
e não há nada menos singelo
do que "singeleza".
quarta-feira, 14 de maio de 2008
ELVIS
QUERO MOLHAR
SEU PAU NO CHANDELE
ENFIAR NA MINHA
BUCETA E
CHUPAR ATE
VOCÊ GOZAR
E SE VOCÊ SOBRE
VIVER À ISSO
fODE MEU CÚ
ATÉ EU MORRER
DE TESÃO
PRISCILA
terça-feira, 6 de maio de 2008
domingo, 4 de maio de 2008
Eu era tão macho
que minha macheza se acovardou
de me acompanhar
Cada uma se descolou
dolorosamente
num baque surdo
sem ser da minha terra
mais do que um torrão;
sem acreditar em cerne quente,
magma de loucura,
aprendiz da lição úmida dos troncos caídos;
mas os rios são todos alheios,
alumbramentos,
pois do sol só conheço a poça.
A mortalha é verde
e eu sou a voz
que impede as flores de voarem
e que chama os frutos eternos de luz à vida.
03/05/08 - 16h56 - LRP
terça-feira, 29 de abril de 2008
Quando os olhos parecem a boca,
não sei se a pessoa é muda ou cega:
está morta.
domingo, 27 de abril de 2008
O dia já vem tarde.
O nascer já é seu sangue espalhado
morto não canta, choro alheio
O meio-dia é tempo de vingança
pela morte, pelo fim, pela inércia...
amarelado
e o azul escuro empalidece a noite
e o azul pálido já nos mata
e é o fim, é o fim e é o fim
a madrugada já ser
um atraso luto pelo dia que vem...
25/04/08 - 13h46
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Na verdade não existe queda:
Cada pedacinho de ar revela
uma profundidade de porta
à qual você se agarra,
Indecisa dor de dedos presos
entre porta fechada e seu batente
a se espalhar por bunda, cotovelos...
A cabeça nunca abandonou o chão:
A dor é que é inevitável.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
terça-feira, 15 de abril de 2008
Fragmento de um poema de Cristóvão Valente. In: Araújo (1618).
Miapé ybakygûara,
Apya-bebé remi'u,
xe 'anga rekópuku. (...)
Xe rekoteben rupîara,
esepîak xe mara'ara,
t'eresaûsubar xe 'anga.
Tradução a partir de Navarro (1998)
Celestial pão,
dos anjos, comida;
de minh'alma, longa vida. (...)
Inimigo de minha aflição,
de minha doença tem visão,
compadece-te de minh'alma.
sábado, 12 de abril de 2008
quinta-feira, 10 de abril de 2008
A realidade tão estranha que de cinco dados só consigo supor os seis lados do sexto; as faces pra cima, todas inimagináveis.
sábado, 5 de abril de 2008
Se o olho do cão fosse de ouro
e se não fosse a vida curta das pilhas de lanterna
(e se eu não tivesse que trabalhar até para comprá-las)
Eu passaria todas as noites inteiras a procurar
cães que não fossem meus
para ver o ouro além do ouro
que é o brilho dourado no escuro de repente
Adivinharia a natureza de seus olhos durante sestas
e voltaria a noite a vasculhar o breu
à luz ultrapassada das lanternas à pilha
ouro ocular em olhos áureos de cães pardos.
Meduza
, Dimitrije Popović.

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